Incredulidade… plano original x relatório.

Nm 13.1-3                  Dt 1.19-46

É muito importante saber (dar) um relatório,  isso seria melhor interpretado quando temos uma visão alinhada com o posicionamento divino. O grande problema é que na maioria das vezes o relatório vem devido a nossa terrível incredulidade. Vamos conferir isso rapidamente nos textos indicados acima, o povo de Israel já havia sido liberto de Faraó, eles já tinham deixado o Egito para trás, passado por inúmeras etapas desde abertura do Mar Vermelho, Mara (Águas Amargas), Elim (Oásis no deserto), Refidim, Monte Sinai (Horebe), Hazerote até chegar em Cades Barnéia.

O texto de Nm 13 fala justamente deste momento, o povo havia chegado em Cades, e a  continuação de Nm 12 e o inicio de Nm 13, trás o entendimento que foi o próprio Deus que pediu para que o povo espiasse a terra. Não foi isso que ocorreu, em Dt 1.19-46 mostra que foi o contrário, o povo pediu a Moisés que enviasse espias,  para espiar a Terra prometida. Pergunta simples….porque espiar o que Deus já disse que daria? Reflexão rápida e objetiva, cuidado quando você deseja (quer), um relatório minucioso, você pode receber um bom relatório (capaz de animá-lo por completo), ou você poderá receber um relatório destruidor (de inflamar o povo, contaminar o ânimo, desfalecer o coração).

Ponto 1. Se o povo tivesse realmente confiança em seu destino, não teria necessidade de verificar os fatos antes de aceitar a terra prometida. Há um propósito de Deus, um local para chegar, porque não acreditar? os espias foram enviados devido a incredulidade geral do acampamento de Israel. Eles estavam próximos a terra prometida, mas não acreditavam, a mentalidade Egípcia dominava-os. A ideia do (não vamos conseguir), vai na frente, por favor chequem tudo, permeava o arraial. A fé não pode ser minada, mas você percebe que foi quando você age assim (fazendo perguntas tais como): Será que isso existe de fato? Será que Deus cumprirá? Será que Deus fará isso na minha vida? Verificar os fatos quando Deus prometeu é incredulidade, verificar os fatos quando Deus já tinha dito que a terra manava leite e mel é incredulidade.

Ponto 2. Deus permiti (não significa que era plano), que Moisés escolha homens para uma Missão (espiar a terra). Deus permitiu que Moisés escolhesse um espia representando cada tribo, um maioral (cabeça de sua tribo), tudo lindo e maravilhoso, mas não significava que Deus estava chancelando tudo isso, Deus sempre permitirá mesmo que sejamos incrédulos (mesmo) que Ele já tenha prometido, Ele permiti o quê? Permiti a nossa olhada incrédula (que possamos  checar\olhar de fato). Não significa que fazia parte do plano original, o plano original era crer que Deus introduziria numa terra boa e fértil, terra que manava leite e mel. Os espias foram checar a terra por incredulidade da congregação, é a partir desse momento que precisamos mesmo no erro, dar uma resposta positiva para Deus e para congregação. Parece que sempre murmuramos, somos incrédulos e através dos nossos pecados saímos do plano original e Deus precisa consertar-nos através da caminhada.

Ponto 3.  Moisés deu ordens específicas sobre espiar, o que era para ser observado. Quando você lê o texto de Nm 13, você percebe ordens específicas de Moisés, pedindo o seguinte: Espiem.

  1. Terra: espiem a terra (se é grossa ou magra \ boa ou má).
  2. Povo: espiem o povo( Forte ou fraco \ pouco ou muito).
  3. Cidade: espiem as cidades (se feitas em tendas arraiais ou Fortalezas.

Outra pergunta torna-se necessária, o que isso iria influenciar na conquista? Nada. Porque foi Deus quem prometeu, era Deus que iria fazer, então se a terra é grossa ou não, os moradores (fortes ou não), se as cidades são fortificadas ou não, pouco importa. Vai fazer a diferença o relatório? Não. Porquê o relatório era para agradar o povo dono de um coração incrédulo. Isso era para tranquilizá-los psicologicamente, seria trazer um relatório positivo, que eles como nação eram melhores e poderiam conquistá-los,  o relatório vem dizendo através de alguns outras coisas e novamente a fé do povo é corrompida. O relatório tem poder para animar e desanimar, mas cuidado, isso nunca tinha sido plano original de Deus, foi ideia do povo. Existem batalhas que perdemos porque enxergamos demais, damos ideias que não deveríamos dar, o  caminho é por outro lugar e nós desobedecemos e Deus permiti. O caminho claro seria crer no que Deus havia dito (Ele introduziria numa terra que manava leite e mel).

Ponto 4. Cuidado com o Relatório !!! Se espiar já não era parte do plano original, por favor não erre no relatório. Calebe e Josué foram salvos (introduzidos na terra), devido  ao relatório correto. O relatório destes dois homens foi diferente, outros dez homens deram relatório que desanimou o coração da congregação. Eles viram as mesmas coisas, as (terras, os povos e as cidades), o problema não está em ver as coisas, mas em (passá-las), você através do relatório, pode suscitar ira, contenda, esmorecer corações, mas também animá-los. O relatório tem poder de influenciar a geração que (ESCUTA), pense bem no que você ouve e fala.

Conclusão

Devido ao relatório negativo da maioria (10 espias) no capítulo 14. 31-37 (Números), Deus exerce juízo,  os espias ficaram 40 dias espiando a terra,  e Deus vai dizer que esta geração que espiou a terra serão pastores de deserto pois permanecerão 40 anos no deserto, segundo o número dos dias em que espiaram a terra levarão sobre si (suas iniquidades). Mas tem um relatório diferente no mesmo capítulo 14.6-9,  Josué e Calebe,diz em que a terra é muitíssimo boa, se o SENHOR, se agradar de nós, Ele nos porá e no-la dará, tão somente não sejais rebeldes contra o SENHOR, não temais o povo desta terra, o SENHOR é conosco. Esse é o relatório que mesmo fora do plano original é capaz de introduzir na Terra, na Terra que o SENHOR te dá por herança.

“O PASTOR”.

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Falta Adoradores, sobra Religiosos.

 

Falta Adoradores, sobra Religiosos.

Marcos 14. 1-9 e Mt 26. 6-13  Jo 12. 1-11s

Nós estamos com dificuldades nos cultos, muitas vezes chegamos nos cultos e  esperamos algo(não tem nada de errado em esperar) mas gostaria que você atentasse para algumas coisas, outro aspecto (ou ângulo), aguardamos o que Deus vai falar, fazer em nós e por nós, as vezes esquecemos de prestar um culto verdadeiro ao  Senhor Jesus, talvez se eu perguntasse quantos leitores precisam de algo, muitos leitores levantariam as mãos convictos da necessidade, mas se eu mudasse a pergunta e dissesse quantos estão dispostos adorar? Ou quantos estão participando para apenas prestar um culto racional com entendimento que o culto é para Deus, talvez poucos leitores levantariam as mãos. Somos frutos da nossa época que sempre está precisando de algo, a vida é corrida não dá tempo para esperar, precisamos de tudo para ontem, infelizmente é assim com a maioria dos cristãos.  Estamos equivocados em relação ao culto verdadeiro e o propósito deste culto, a cultura antropocêntrica colocou de vez o homem no centro desse culto, e seu desejo é que  Deus fale com ele de qualquer jeito,  o homem quer os benefícios do Deus provedor, mas não quer  sujeitá-lo, adorá-lo nem prestar culto ao único Deus. Não estou dizendo que Deus não vai falar, não vai fazer, pelo contrário, Ele  tem todo o Poder e poderá sim  fazer milagres e maravilhas ou prover suas necessidades, mas muitos cristãos tem saído de algumas reuniões frustrados devido ao ensino errado recebido, a expectativa é legítima mas a fé foi mal dirigida. É preciso identificar o propósito dEle para não haver frustração quando não for realizado o que pensei que Ele iria fazer. Precisa ficar bem entendido neste artigo que:

  1. O culto é pra Deus e não para os homens. At 17.23 (Ao Deus desconhecido) Atenas , a vida só tem sentido a partir daí ( por Ele vivemos, nos movemos).
  2. A liturgia do culto não pode inibir o Espirito de atuar. 2 Co 3.17 (Ora, o Senhor  é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há Liberdade).
  3. Há disposição do Adorador no culto ou seja, daquele que oferta o culto a Deus poderá ser determinante. O adorador (adora) pelo que Ele  fez, faz e fará)  e o mais importante  Adora pelo que ELE É. Mc 14.1-9
  4. Cuidado com a Sindrome de Lúcifer: Tentou Usurpar o que não era seu ( Is 14.12 e Ez 28.11Na multiplicação do comercio encheu o interior de violência e pecaste

Falta Adoradores sobra Religiosos

Quando olhamos o texto vemos um cenário, Jesus caminhava para Jerusalém, para seu martírio. Jesus sabia o que esperava (crucificação) e no meio da caminhada uma pausa em Betânia, Jesus chega em Betânia 6 dias antes da Páscoa. A cidade de Betânia ficava uns 6 a 7 Km de Jerusalém, e naquele lugar alguém vai encontrá-Lo para oferecer um culto completo, o único digno de receber honras e Glórias, neste culto  adoradora já prepara o corpo de Jesus para o que iria acontecer.

Estamos falando de um tema polêmico Falta Adoradores e Sobra Religiosos, neste texto clássico entendemos o que Deus quer do ser humano. Lá no inicio o culto a Deus funcionava da seguinte maneira, na viração do dia Deus ia ter com Adão e conversava com ele ou seja Deus e Adão tinham diálogos, havia relacionamento (comunhão), o tempo passa e Adão e Eva pecam, Deus volta como de costume na viração do dia pergunta Onde estás? Porque Deus pergunta? A pergunta de Deus é o confronto que não queremos ter. Deus sabia onde Adão estava e o culto relacional  agora é trocado por  culto sacrificial ou seja  trocamos a relação (comunhão) pelo Serviço (Sacrifício).

Como é a Igreja do Novo Testamento? Como é a Igreja de Cristo nos Evangelhos? Ela não é marcada por templos, por riquezas, Ela é marcada por relação(comunhão) com Cristo, por discipulado, Jesus caminha junto dessa Igreja, essa Igreja são pessoas que caminham com Cristo e aprendem com ELE.  Relação(Adoração)X Serviço (Religião). Jesus está em Betânia na casa de Simão o Leproso e vem uma mulher (Maria) trazendo um vaso de alabastro com preciosissimo perfume de nardo puro, e , quebrando o vaso de alabastro, derramou o balsamo sobre a cabeça (João diz que Maria ungiu os pés de Jesus e enxugou com seus cabelos).

Falta Adoradores: Essa mulher faz algo que bem poucos fariam num culto:

  1. Ela foi atrás e trouxe a melhor oferta, não estou falando de dinheiro, estou falando do ofertante e não da oferta, de oferecer o seu melhor. Esta mulher não se importava com o valor da oferta, se era caro demais. Tudo que tenho entrego a Ti, darei a Ti o melhor, não se trata de performance, tratava de relacionamento, comunhão. E Porque ela trás o seu melhor? Simples porque ela era Grata a Cristo pelo que Cristo já havia feito na vida dela e de sua família. Afinal Cristo havia ressuscitado Lázaro. Adoração vem de pessoas gratas. Falta gente que vai atrás, falta gente que dê o melhor, falta gente que não mensure preço de oferta, da entrega, falta gente grata, falta gente que oferte tudo.
  2. Esta mulher teve atitude, foi corajosa, ela se aproximou de Jesus, somente adoradores verdadeiros aproximam-se de Jesus. Quem não adora não se aproxima, há quanto tempo você não consegue chorar na presença de Deus oferecendo um culto sem querer nada em troca. Não teve vergonha, não ficou esperando, falta nos o ímpeto a coragem. Esta mulher não ficou preocupada pensando o que Jesus pensaria dela, o que os outros pensariam da sua atitude, ela sabia que sua disposição em adora-Lo era suficiente. O adorador não fica parado pensando nele, mas em Deus no único digno de ser adorado. Falta gente de atitude, falta corajosos, falta quem se aproxime,falta gente que ofereça ao invés de cobrá-Lo.

Sobra Religiosos: Os discípulos e outros que estavam ali  reagiram como religiosos.

  1. A Biblia afirma que eles: INDIGNARAM-SE v.4( o perfume derramado em Cristo incomoda os religiosos). Não é uma indignação justa ou fruto de uma consciência correta é uma indignação diabólica, de inveja. Porque não deu para os pobres.
  2. Para o Religioso o Adorador é alguém que desperdiça o balsámo, mas para Deus o adorador enxerga longe. V.8
  3. No coração do Religioso existe uma inversão de valores uma falsa Piedade para com o próximo. V.5 ( pode vender e dar aos pobres, atitude de Judas, a inversão é tamanha que o religioso não quer adorar mas quer ajudar aos pobres, o religioso preferi num momento ter pena do frasco quebrado em Cristo e em outro momento ele é capaz de  vender Jesus).
  4. O religioso V 5 Murmuravam ou bramavam contra ela, quem defende o adorador é Cristo v.6

Conclusão

Neste culto prestado a Deus, tem uma balança de um lado os adoradores de outro lado os religiosos. Falamos no inicio que  o Culto:

  1. É pra Deus unicamente. (Ofereça seu melhor, seja grato)
  2. A liturgia não pode inibir o Espírito (Adoradores tem liberdade, Religiosos precisam de liturgias engessadas).
  3. Há disposição do Adorador no culto ou seja, daquele que oferta o culto a Deus poderá ser determinante. Por saber que Deus Fez, Faz, Fará. E por que Ele É.
  4. Cuidado com a Síndrome de Lúcifer: Tentou Usurpar o que não era seu. O Adorador jamais usurpará a Glória de Deus ou aquilo que é de Deus (Vaso de Alabastro), mas o religioso inverte os valores e corre o risco de querer usurpar o que não é seu, por isso o fim é trágico, não usurparam o que era de Deus, mas venderam o Cristo e pagou com a própria vida.

 

” O Pastor”.

 

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Não há atalhos para Maturidade Espiritual. (Gn 37)

Escada

Escada

Este é um tema relevante para cada cristão, entender que não existe atalho na vida, sabemos que é um processo contínuo e difícil (crescer),  quando você pensa que está pronto, vem uma nova situação e mostra que não está, não poderia parar  e acabar, situações frequentes e recorrentes em nossas vidas mostra que não estamos preparados ou maduros suficiente. A inaptidão parece nos acompanhar, às vezes falamos ou pensamos, “mais eu estou casado, mais eu sou pastor, mais eu tenho tantos anos de convertido, mais eu já conclui meus estudos, mais eu isso e aquilo”, mas parece que estamos inabilitados segundo o propósito de Deus. Parece que Deus olha para nós e diz: ainda  não está apto. E lembre-se não há atalhos para o caminho da maturidade. Para entender os planos de Deus, para aprender a obedecê-lo, há um caminho sem atalho. Quando analisamos o texto de Gn 37, não enxergamos apenas o título ou o tema proposto, mas sabemos que este tema, também encontra-se nele:

José trazia má fama de seus irmãos: não quero caminhar como muitos costumam pregar ou dizer que José tinha um problema de caráter, quero acreditar que José por ser novo, apenas 17 anos, não tinha maturidade suficiente para entender que seu leva e trás ou entregar seus irmãos não era a coisa mais certa a ser feita. Talvez e bem provável seu pai pedia para que ele observasse seus irmãos, a bíblia não diz isso, mas quem sabe seu pai pedia e José fazia sem perceber o mal iminente, todos nós conhecemos a história de José e sabemos que falar mal de seus irmãos não era a atitude mais nobre dele, sei também que muitas atitudes revelam  ou reflete nosso caráter ou quem somos, independente disso, havia uma plano maior de Deus por trás das circunstâncias que viria acontecer. José precisava amadurecer é lógico, era jovem e posso dizer que Deus não pensava somente naquele momento, mesmo porque, José enfrentaria fases que bem poucos conseguiriam passar.

O amadurecimento faz parte do projeto maior de Deus, seus embates circunstanciais será a forja do sonho de Deus. Amadurecer, custa, dói, machuca, causa às vezes noites sem dormir, os degraus que o imaturo tem que passar é diverso o nosso modelo é José, não quero encontrar significado nas etapas de José, a reflexão não visa isso, a ideia é entender que Deus levou da imaturidade para maturidade cumprindo o propósito de Deus na vida dele e não apenas os seus projetos. Entendam, todos somos imaturos em alguma área, essa área que você patina muito tempo na sua vida pode ser o local que a imaturidade reside, lembre-se não há atalhos para conseguir vencer, somos imaturos em alguma parte e Deus precisa agir porque Ele tem um plano maior e melhor, mas não estamos prontos do ponto de vista divino, aliás, longe disso e com base na história de José entendemos  o propósito de Deus para José.

A maturidade chegará quando conseguirmos reagir bem diante dos problemas, dificuldades, sua reação é determinante e importante. O problema sempre será circunstancial mas dependendo da reação você pode comprometer no que tange ao tempo o propósito de Deus para sua vida. O propósito será efetuado por Deus, mas sua reação corrobora  para seu amadurecimento. Fugindo um pouco da proposta de José, vemos um belo exemplo em Números, quando os 12 espias saíram espiar, na volta eles concordaram no relatório, ou seja, a terra é grande e boa, mas não concordaram nos conselhos, há gigantes, eles inflamaram o coração da congregação com medo e eles ficaram aterrorizados. José reagiu bem diante de seus problemas:

a)José é lançado na cisterna e reage bem.

b)José é vendido pelos irmãos e reage bem.

c)José é vendido como escravo e reage bem.

d)José é caluniado na casa de Potifar por sua mulher e reage bem.

e)José é lançado na prisão e reage bem.

Em momento algum você lê na bíblia que ele (José) reagiu mal, murmurou ou algo assim, José reagia bem nas diversas fases ruins da vida, adquiriu sua maturidade nos momentos tensos, é lógico que não é simples ou fácil passar diante dos problemas como José passou, mas faz se necessário. José para adquirir maturidade conseguiu outra façanha, ele escondia-se em Deus do capítulo 39.2 e 21 diz: O Senhor era com José. Deus estava presente todos os instantes com José, assim como Ele está contigo, a diferença é que nós queremos ver, ouvir, o agir de Deus e muitas vezes não acontecerá, e posso afirmar, que na maioria das vezes não ocorrerá do nosso jeito. Mas devemos aprender com José, esconda-se em Cristo, mesmo que tudo esteja mal, o Sl 91 retrata bem “…aquele que habita no esconderijo do altíssimo à sombra do Onipotente descansará”. Habitar, também é esconder-se e descansar.

Para alcançar a maturidade devemos entender que existe um tempo determinado por Deus para todas as coisas. Eclesiastes 3 retrata bem todos os aspectos da vida, mas quando olhamos a vida de José Gn 41.46, a bíblia diz que: era José da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó…”, ele começou a entender o propósito divino 13 anos depois de ter saído da casa de seu pai, há um tempo para todas as coisas, na sequencia do texto a bíblia retrata que Faraó concedeu uma esposa, ele constituiu uma família depois sua esposa gerou dois filhos, um tempo pré-determinado por Deus, reinar, casar e ter filhos. Talvez para nós se a história de José terminasse aqui, nós leríamos e iríamos louvar a Deus e dizer que Deus honrou José e etc, mas a vida de José não tem um ponto final neste momento, o ápice da maturidade espiritual não chegou com sua ascensão ao trono, Deus sabia que ele (José) precisava vencer um de seus maiores temores e medo, havia um gigante para ser derrotado, quem sabe um fantasma que poderia aterrorizá-lo, Deus tinha preparado o cenário, havia fome na terra e o ápice da maturidade seria o encontro com seus familiares.

Como José trataria seus irmãos?Como você trataria alguém que te fez mal? Se você estivesse no poder você ajudaria ou não? Será que José havia esquecido? Estas situações borbulhavam na mente de José? Um coração maduro passaria, mas o imaturo reagiria muito mal. O ápice da maturidade é o choro do perdão, é o ato de perdoar, perdão não é sentimento, perdão é decisão.

a)As atitudes de José foram legais, logo no primeiro encontro.

b)Dar comida para seus irmãos foi bacana da parte de José.

c)Convidar seus irmãos para comer a sua mesa, foi gentil, mas o choro era o perdão que faltava.

O perdão não é esquecimento, José revela-se no capítulo 45 e versículo 4 dizendo: “…eu sou José a quem vendestes para o Egito”. José não fez isso para jogar na cara de seus irmãos, isto era reflexo da consequência que eles (irmãos de José) fizeram. O perdão é consolo, no versículo cinco do mesmo texto José diz para eles não ficarem tristes nem irritados, ou seja José perdoava e este perdão consolava seus irmãos devido ao grande erro do passado. O perdão une propósitos, quando olhamos para Deus entendemos que o propósito maior, que sempre será Deus agindo em nós e através de nós, lemos que no versículo cinco, José relata que ele foi vendido para a conservação da vida, ou seja Deus tinha um propósito através da situação adversa, Deus desejava conservar a vida deles que formariam a nação de Israel, e por fim, o perdão revela o propósito divino, nos versículo seis, sete e oito, José revela a totalidade do plano de Deus e entende que não foi eles que enviaram José, mas foi Deus que enviou ele adiante (na frente) deles, o perdão sempre revelará através da maturidade o propósito divino.

“O Pastor”.

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Preço do Discipulado II

4604400822_4417a56416_oEsses dias um amigo perguntou se eu possuía um material para discipulado. Pensei e pensei, respondi que sim, e perguntei para trabalhar com recém-conversos? Ele disse sim, precisei analisar o fraco material que disponho e enviei. Porque estou dizendo isso, porque todos nós sabemos que não é uma apostila que culminará com o discipulado, o discipulado nosso é a nossa vida toda, andando e aprendendo com Cristo. Esta história de tantos passos para isso ou aquilo é complicada de aceitar, mas enfim às vezes precisamos de um material para disponibilizar em nossas igrejas, para as classes variadas da igreja aprender sistematicamente.

A proposta da continuação é simples, havíamos falado sobre alguns aspectos do discipulado e algumas palavras que nos ajudam a compreender a totalidade do andar com Cristo, estar e andar com Ele não são simples, é uma guerra diária, travada no corpo e na mente, mas seremos vencedor porque nos rendemos a Ele e pelo fato dEle ter nos chamado a caminhar com Ele, quando deparo com a proposta final desta reflexão, das palavras que já mencionamos, encontro o discípulo, talvez não o ideal mas o real,  ele deve ser comprometido exclusivamente com Cristo, não existe vida, fora da esfera Cristo.  A visão, o projeto ou propósito longe de Cristo é perda de tempo, precisamos compreender nosso papel como discípulos de Cristo. A palavra relata em Lc 9.56-62 um caso para analisarmos a luz do discipulado:

  1. O discípulo, se oferece para seguir Jesus, detalhe, não foi chamado, e a resposta de Jesus chama a atenção do candidato a discípulo, para o fato de que  este não sabe o que faz. A resposta de Jesus é simples, o filho do homem, vai padecer e você poderá padecer? Jesus deixa bem claro, para aguentar o discipulado de Cristo, tem que ser chamado por Cristo e padecer por Cristo, ninguém pode chamar a si próprio e padecer (palavras de Jesus).

1.1  Existem pessoas que querem fazer algo sem serem chamadas por Deus, estas jamais entenderão quando estiverem em lutas e provas, jamais compreenderá que fora Deus que chamou, se foi uma chamada autêntica conseguirá vencer os desafios, mas a maioria das pessoas esmorece, pois a chamada veio da emoção fruto de um coração corrupto, falso e pecador  não da vontade  Divina.

1.2  O discípulo chamado por Deus aguenta o sofrimento e padece, porque foi chamado por Deus, ele consegue negar a si, e não negar a Deus, pessoas que não são chamadas no primeiro sofrimento não conseguem padecer e sofrer com Cristo e abandonam seu chamado.

2      Existe a continuação da situação narrada por Lucas, quando é o próprio Jesus que chama, ele lança uma ponte entre ele e o futuro discípulo. É Jesus que inicia, mas na mensagem bíblica o segundo discípulo quer enterrar seu pai antes de seguir a Jesus. É a lei que o prende, Ele sabe perfeitamente o que quer e o que lhe cabe fazer. Primeiro é necessário cumprir a lei, depois seguirá o Mestre. Nada pode interpor-se entre Jesus, a pessoa e o chamado. Nem mesmo a Lei poderia interpor-se, a lei deveria ser quebrada por amor a Jesus, nesse momento Jesus opõe se a lei e ordena o discipulado, ninguém pode opor-se porque este chamado é graça irresistível.

2.1  Há pessoas chamadas por Deus, mas por ser legalistas, têm em sua lista de prioridade muitas coisas, menos seguir Jesus de fato. Pessoas assim trocam ou deixam Jesus facilmente, qualquer prioridade na sua vida será motivo para deixar Jesus de lado.

2.2  Entre o Mestre e o discípulo não poderá ter barreira “jamais”, qualquer obstrução entre você e Cristo, cuidado, você não pode preterir Cristo, Jesus deve ser o centro de tudo em sua vida.

3      O terceiro compreende o discipulado como o primeiro, quer seguir Jesus, mas com condições. No discipulado não existe auto escolhido. É Jesus quem escolhe, lembramos de Jo 15.16 “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda”.

3.1 Ao contrário, este futuro discípulo  julga justo que, imponha condições.Não imponha condições a Cristo, lembre-se você merecia a ira de Deus e Cristo livrou você desta sentença.

3.2 Cai em total contradição, quer juntar-se a Jesus, e ao mesmo tempo, interpõe  algo entre si e o Mestre: despedir. Inúmeros casos deste em nosso tempo, querem ou dizem querer servir a Deus, mas primeiro querem fazer algo, isto é muito pertinente aos jovens e adolescentes que sempre acham que têm uma vida inteira pela frente e não desejam servi lo na sua juventude.

3.3 Deixa-me primeiro, quer seguir, mas quer ele mesmo impor as condições do discipulado. O discipulado é uma possibilidade de cuja realização o discípulo não impõe condições (o que impõe isso não é discípulo é voluntário), e Cristo não precisa de voluntários no reino precisa de servos (discípulos) fiéis e leais.

3.4 O discipulado que o discípulo impõe suas condições, deixa de ser discipulado (negue-se). Isso é programa de vida que eu faço quando quero, consigo justificar através da razão e da ética. O terceiro discípulo anula o discipulado pois qualquer coisa que interpor entre Jesus e o discípulo anulará o discipulado. O terceiro entra em contradição, querendo seguir e despedir-se ao mesmo tempo, ser discípulo é olhar para o mestre, esquecer-se de suas coisas. Há muitos fazendo programa de vida nas igrejas mas não são discípulos do Mestre porque não conseguem negar o eu, mas o eu tem negado  Ele (Cristo.

Obs: algumas ideias do Preço do Discipulado I e II foram retiradas dos pensamentos de Dietrich Bonhoeffer. Livro Discipulado.

“O Pastor”.

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Preço do Discipulado I

 

Discipulado“Preço do Discipulado I” (Baseado no livro Discipulado de Dietrich Bonhoeffer).

Gostaria de refletir neste dia sobre  o (preço do Discipulado), nos tempos que estamos vivendo  é possível dizer que existe custo no discipulado !!! Será que podemos afirmar que existe ou não existe !!! Quando olhamos para o discipulado uma das primeiras palavras que nos vêem a mente é Graça. O problema é que a Graça nunca foi barata, a Graça custa, a Graça barata é inimiga mortal da nossa Igreja. Lutamos hoje pela Graça de grande valor.

a)    Graça barata é pregação do perdão sem exigir arrependimento.

b)    Graça barata é apelar no apelo, acreditando que você e não o Espírito vai convencer o miserável pecador.

c)    Graça barata é a comunhão sem confissão.

d)    Graça barata é a absolvição sem confissão pessoal.

e)    Graça barata é a graça sem discipulado, sem cruz, sem Jesus Cristo, vivo e encarnado.

f)     Graça barata são os sacramentos, o perdão dos pecados e as consolações da religião atirados a preços reduzidos.

Graça sem preço, sem custo é assim; supomos que a conta foi paga, e porque ela foi paga pode-se ter tudo de graça. Uma vez que o custo foi infinito, as possibilidades de usá-la e gastá-la são infinitas. É como o ladrão, que fora sentenciado há muitos anos de prisão e clama junto ao juiz e suplica para não ser enviado a prisão. Ele não tinha a intenção de parar com o comportamento pecaminoso que o deixou em apuros, ele apenas queria livrar-se, escapar da sentença. Queremos escapar da sentença INFERNO, mas não queremos parar de pecar.

Graça de grande valor é o tesouro escondido no campo, pelo qual o homem vai alegremente e vende tudo o que tem e compra.  Esta é a pérola de grande valor que, para comprá-la o negociante vendeu tudo o que tinha, para possuir a única pérola. A Graça é tão preciosa, tão valorosa que o verdadeiro discípulo larga tudo, deixa suas redes e o segue. Graça preciosa é o dom pelo qual o individuo tem que orar para receber, é a porta que o sujeito tem que bater, é Graça mas não está de Graça. É Graça por chamar ao discipulado, é preciosa porque custa a vida ao ser humano, e é maravilhosa porque concede vida eterna, é justa por condenar o pecado, e é Graça por justificar o pecador.

Ninguém é forçado a estar com Cristo, “…se alguém quiser vir após mim”, nada se impõe, o próprio discípulo convencido pelo Espírito e convicto toma a decisão depois de arrepender-se dos erros e pecados de ser discípulo de Cristo, “…se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue”,  Pedro fez isso em relação a Cristo…porém fez errado, ele deveria ter negado ele(Pedro) e não Cristo. Ele negou não o conhecia, devemos dizer o mesmo de nós, (esse homem no caso eu, o meu eu, a minha pessoa, eu não o conheço, apenas conheço o Cristo que habita em mim) a autonegação consiste em apenas conhecer Cristo e não a si próprio, a autonegação consiste em você tomar a sua cruz e seguir Jesus. O Messias preparou os discípulos para receber a sua cruz, através da negação do eu.

Nós devemos compreender que a cruz não é pesada, nem sofrimento, que não pode ser suportada, a cruz é o resultado da sua união com Cristo. A cruz é o sofrimento necessário, é o sofrimento de pertencer a Cristo, a cruz não é apenas  sofrimento, é o ato pelo qual você pertence, foi comprado, redimido, enxertado e agora pertence a alguém.  A cruz é rejeição, por amor a Cristo, tomo a cruz e rejeito as coisas do mundo e sou rejeitado. A cruz já esta preparada desde o inicio, falta apenas levá-la, nossa cruz já esta preparada, não precisamos sair atrás de cruz, Deus já preparou a medida do sofrimento, da rejeição e da nossa humilhação. Há uns que Deus honra com maior sofrimento e rejeição, dando inclusive, a Graça do martírio, a outro não, Ele sabe que alguns não teriam forças para suportar.

O primeiro sofrimento com Cristo ao qual ninguém escapa, é o chamado a morte do velho EU no encontro com Jesus Cristo, o EU precisa morrer, quem entra no discipulado, entrega-se a morte, o calvário não mostra seu fim, mas o inicio de uma eternidade com Cristo. O sofrimento é característica dos seguidores de Cristo, é passio passiva, ou seja é obrigatório. Por isso, Lutero incluiu o sofrimento no rol dos sinais da verdadeira Igreja, um anteprojeto da Confessio Augustana definiu a Igreja como comunidade dos que são “…perseguidos e martirizados por causa do Evangelho”. O Sofrimento e a rejeição, estão intimamente ligados a comunhão com Cristo, quer comunhão com Cristo !!! O Sofrimento e a rejeição, ligará você, quando abraçar a cruz e obedecer Cristo. (haverá continuação).

 

“O Pastor”.

 

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Qual a sua reação quando ouve falar de Jesus?

Estamos diante de um dos maiores relatos da História, Mt 2,fala sobre o nascimento do Salvador, os magos acompanham  o maior evento da história, o nascimento de Jesus Cristo, uma estrela brilha no céu, mas creio que era uma estrela com maior intensidade que outras, havia mais brilho nesta estrela, pois os magos resolveram acompanha-lá, não que não queira dar atenção a este fato, mas tenho muito a falar. Quando chegaram em Jerusalém, foram até o Rei Herodes, precisamos ter consciência que o Império Romano, dominava, Herodes, controlava a região e os magos trouxeram  uma pergunta, simples, porém, bombástica…”Onde está o recém-nascido Rei dos Judeus?” Algo estava errado, os magos não deram conta que o Império já possuía um Rei? Em especial aquela região, mas algumas situações chamam a atenção nesta primeira parte do texto:

1)    Qual o “lugar” que, Ele(o menino) encontra-se?

2)    Nasceu ontem e já era Rei?

3)    Era Rei de um povo específico – (Judeus).

Os Magos com aquela pergunta alvoroçam o Reino de Herodes, pois quando o Rei perturba-se o país fica perturbado, quando o Rei fica inquieto a nação fica alvoroçada. A principio a Biblia diz que: Herodes “perturbou-se”, e logo “Jerusalém”, ficou perturbada. Que informação  é esta que tem o poder de perturbar um Rei e deixar uma cidade, ou uma nação inquieta?

Compartilho a reflexão de hoje, deste ponto.  Qual a sua reação quando ouve falar de Jesus? Será que você fica parecido com Herodes e a cidade “perturbado”? Quem sabe você não está muito preocupado, será que você preocupa-se? Será que não dá a mínima para esta informação? Qual a sua reação? Será que nós temos a reação dos magos? Vejamos:

a)    Os Magos são atraídos pela Estrela e saem ao seu encontro: a partir do momento que eles contemplam a estrela, eles não ficam imóveis, pelo contrário, começam a caminhada, não seria fácil a caminhada, a informação continha riscos, mas eles – não calcularam o perigo, afinal a estrela é mais bela que os riscos, mesmo que o sofrimento seja a recompensa de seguir a estrela mais bela que existe, para estes magos, o ápice seria o encontro, mesmo que a dor ou quem sabe a morte acontecesse para efetivar o encontro.

b)    Os Magos possuem uma informação que perturba: Quando os Magos chegam no palácio de Herodes e contam a informação, a Bíblia diz que: …tanto o Rei quanto  a cidade “perturbaram-se”, pergunta, a informação que você tem, perturba?Tem causado, incômodo? A pergunta que você faz, qual é a reação sua ou de outrem quando ouve falar de Jesus? Você vai ao encontro, fica parado ou transtornado?

c)    Os Magos tem uma mensagem atual de “boas novas”: A mensagem dos magos é atual, a nossa mensagem não é…e por isso não tem causado o impacto que deveria, os magos não eram pregadores eloqüentes, nem mesmo pregadores de “fogo”,  como costumamos dizer, mas possuíam a informação mais valiosa, você sabia que você possui a informação mais valiosa, preciosa, que é capaz de deixar uma geração perturbada um Reino inteiro em crise? Os magos não pregaram com unção, apenas passaram uma informação Cristocêntrica, o poder da mensagem Cristã ainda tem o poder de perturbar.

d)    Os Magos mostram o que devemos fazer: Após saírem do Palácio de Herodes, eles continuam acompanhando a estrela, enfim acham o local “Belém de Judá”, cumpre se a profecia de Miquéias 5.2, que o Salvador nasceria nesta cidade, quando os Magos encontram Jesus, a Bíblia diz que: … eles adoram o menino e depois ofertam. São duas situações que aprendemos. Devemos adorá-lo quando encontramos e depois oferecer uma oferta, os magos mostram que a adoração vem antes da oferta, aprendemos que todo adorador é um ofertante, mas nem todo ofertante é um adorador. O maior exemplo que nós temos é da mulher que foi até Jesus em Bethânia, na casa de Simão o Leproso, quando ela descobre onde (local) que Jesus estava, ela vai até o local, detalhe, não de mãos vazias, mas leva uma oferta de nardo puro e derrama em Jesus.

e)    Os Magos são orientados por Deus: Na volta para casa a Bíblia é clara e diz que: … em sonho Deus avisou para não voltarem a Herodes, e retornaram a sua terra, por outro caminho. Mais uma lição que Deus concede através dos Magos, orientação, porém quero puxar um lado desta orientação para outro aprendizado. Enquanto tivermos um rei Herodes em nossa vida, Jesus fugirá para o Egito, Jesus não compactua com Herodes, a Biblia é enfática e diz: …depois que Herodes morreu, o anjo aparece em sonho a José e diz para voltar. A Orientação de Deus para nós, é que tenhamos Jesus como Rei em nossas vidas, qual o rei que governa sua vida? Herodes ou Aquele que é nascido Rei dos Judeus? Enquanto Herodes viver, Jesus afastará até quando Herodes morrer de fato na sua vida, deixe que Jesus reine sobre sua vida.

“O Pastor”.

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Paradoxo

Pode ser que o amanhã melhore, mas hoje não tenho motivos para comemorações, por favor apenas hoje, entenda quando digo isso, sou conhecedor pleno da palavra e jamais deixarei de agradecer a Deus pelo dia, trabalho, saúde, família e Igreja.

Mas quando falo em especial neste dia, que não é dia de comemorações, porque quando olho há minha volta, não há volta, quando olho ao meu redor, não há redor.

Um dia lúgubre que esconde a fria e tênue sombra da vida, não há alegria no meu olhar, simplesmente uma lágrima teimosa que insiste em rolar neste dia, meu sorriso é irônico e somente abre devido ao respeito a outrem, ou pela colocação hilária mas sem graça que alguém tentou na insistência a toa de ver (este) feliz. Felicidade de Sorriso? Pura ironia, sendo o sorriso a falsidade dos lábios e a felicidade a falsidade da alma, pois com eles enganamos a realidade; mas neste dia ignoro e não quero ser enganado, quero enxergar tudo e todos.

O que apresentam é falso, sei da minha realidade, e quando contemplo não agüento, fico triste, é normal, homens também choram !!! Essa realidade é dura despedaça meu coração, mas é preciso enfrenta la, aqui não existe super-heróis, apenas um homem que pensa e sente.

O fruto desse dia é reflexão é nostalgia pura, é o desejo de ver quem não está perto, é receber um abraço de quem te criou, é ouvir um: filho eu te amo, não por telefone, é sentir o toque, o aperto do abraço, é chorar de regozijo, é sentir o que não faz sentido, é entender o abstrato, mesmo que nada disso seja real ou que venhamos a ser confrontados, devemos entender mesmo que não tenhamos nada, ou… que nosso sorriso não venha brotar, ou a lágrima que teima em rolar, ou a realidade que ignora a fé, devemos acreditar no Deus que servimos e que o propósito do Eterno sempre será mais elevado que os nossos, (sentimentos, pensamentos, sonhos, desejos) e tudo que reside puramente em nós, tudo isso não deve constranger-nos a ponto de nos fazer desacreditar, pois a confiança atrelada a fé em Deus nos fará herdar tanto as promessas na terra quanto a entrada na vida eterna.

“O Pastor”.

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